sexta-feira, junho 2

As Impertinências do Cupido

Nesta sexta-feira deixo a sugestão de leitura do meu novo livro, As Impertinências do Cupido. Podem assistir à apresentação em direto aqui: https://www.facebook.com/pg/anagilcampos/videos/?ref=page_internal
           
Aqui fica a sinopse do livro:
No Itaim Bibi, um bairro nobre de São Paulo, tudo parece sereno, entregue às rotinas diárias. Sob esta aparência tranquila, porém, as vidas íntimas dos seus moradores são atravessadas por inúmeras aventuras.
Ao longo deste livro, somos convidados a espreitar à  janela de cada personagem, partilhando os seus segredos e confidências, sorrindo com as suas conquistas e suspirando com as suas frustrações.
Num registo divertido, Ana Gil Campos traça um retrato plausível e cru do que são as relações amorosas nos dias de hoje, bem mais complexas e problemáticas do que um olhar menos atento consegue captar.

O livro As Impertinências do Cupido pode ser adquirido na Wook, na Bertrand.pt ou encomendado ao balcão de qualquer livraria Bertrand do país.




Nota: os textos das sextas-feiras regressam no dia 30 de Junho. 

quarta-feira, maio 31

Lançamento hoje

Hoje, às 21h30, será o lançamento do livro “As Impertinências do Cupido”, em direto na minha página do facebook, aqui: https://www.facebook.com/anagilcampos/

sexta-feira, maio 26

Inevitabilidade do amor

Inevitavelmente todos acreditamos na mesma coisa, conscientemente ou não, desde tenra idade, que há alguém no mundo que nos está destinado. Quando conhecemos alguém que preenche os nossos requisitos de completude, esta certeza ainda se torna maior, e a hipótese de este encontro ter sido mero acaso é o mais perfeito absurdo. O mais engraçado é que podemos sentir isto mais do que uma vez na vida e a relação mais presente é sempre a mais real, a mais verdadeira, e tudo o que ficou para trás foram equívocos, confusões do nosso coração, ou da nossa mente. Quando se deixa de gostar de alguém, essa pessoa deixa de ter, aos nossos olhos, interesses em comum e não nos consegue compreender. Depois, aparece uma pessoa que, sem qualquer dúvida, tem tudo a ver com a pessoa que somos e a história recomeça.
Quando estamos apaixonados, não há acasos nem coincidências, há apenas o destino. Todos os pormenores indicam que alguém no céu conspirou em nosso favor, acreditamos que mesmo antes de nascermos essa pessoa já nos estava destinada e que uma das nossas missões na vida é encontrá-la. Não colocamos a hipótese de as coincidências, que passam a ser provas de que o destino está a acontecer, poderiam não ter acontecido por qualquer fator, e, assim, o encontro com essa pessoa nunca teria acontecido e isso seria igualmente viável e natural.  
No entanto, tentarmos ser racionais numa relação amorosa talvez não faça muito sentido. Talvez acabe com o sentimento e não permita que este se desenvolva. Será que devemos racionalizar uma relação amorosa? Porquê e para quê? Mas mesmo que tentemos pensar com racionalidade os acontecimento quando estamos apaixonados por alguém, os factos, neste caso, só vêm reforçar a força do destino. A força da paixão é superior à da racionalidade e esta passa a existir em função da primeira. É o destino.
Acreditamos no destino talvez porque não queremos assumir que as coisas acontecem não por acaso, mas porque agimos nesse sentido, ou fomos passivos perante os acontecimentos – outra força de agir. Acreditamos no destino talvez pelo medo de não conhecermos alguém especial que goste de nós também. Acreditamos no destino talvez pelo comodismo de não fazermos nada para conquistarmos ou mantermos uma pessoa querida na nossa vida. Acreditamos no destino talvez por simplesmente termos uma alma romântica. Acreditarmos no destino dá muito jeito, tanto para as coisas boas como para as menos boas.
O acaso tem o significado que lhe quisermos dar, sendo que acreditarmos que o acaso é o destino é um deles. Será que a existência de um grande amor na nossa vida depende enormemente daquilo em que acreditamos? Talvez seja esta crença que protege e fortalece o amor no início de uma relação amorosa. As coisas existem conforme acreditamos nelas e, se duas pessoas na mesma relação acreditam exatamente no mesmo, esse mesmo existe e acontece.
Ao acreditarmos que estamos a viver um amor especial, o amor da nossa vida, deixa de fazer sentido a hipótese de nos termos apaixonado por outra pessoa qualquer em vez desta. Ao afastarmos esta possibilidade, estamos mais uma vez a protegermos essa relação.  
Outra questão: será que é inevitável amar determinada pessoa ou amar? Se tudo correr bem, iremos amar pelo menos uma vez na vida ou uma vez durante a vida toda, isto é, o que é realmente inevitável é amarmos, independentemente da pessoa. Mas acreditarmos que seria inevitável na nossa vida encontramos a pessoa que amamos, que se não tivesse sido naquela ocasião teria sido noutra, significa que ainda estamos apaixonados por ela. Quando o encantamento pela pessoa amada deixa de existir, automaticamente este tipo de raciocínio deixa de fazer sentido e concluímos imediatamente que estávamos iludidos. A nossa crença passa a ser outra.
Há muita racionalidade numa relação amorosa porque escolhemos aquilo em que queremos acreditar e todos os argumentos são lógicos e racionais para alguém apaixonado, mesmo que não passem de meros acasos. Concluindo, não interessam os argumentos racionais que se tentam encontrar para confirmar um sentimento, o importante é amar muito o outro com tudo aquilo que temos para dar. Se é obra do destino ou não, nada importa, porque se o destino existe, tudo aquilo que acontece na nossa vida é obra do destino, retirando assim qualquer protagonismo a um acontecimento específico na nossa vida como obra do destino.

domingo, maio 21

Camisolas

Camisolas com palavras ou frases impressas deixam-me inquieta. Mais irrequieta do que inquieta. Preciso de saber o que está escrito de uma ponta à outra, o que pode causar alguma estranheza para quem está a falar comigo, porque em vez de olhar a outra pessoa nos olhos não tiro a atenção da camisola. É uma curiosidade que não consigo conter e, para que não haja mal entendidos, antes que a conversa continue, normalmente vou diretamente à questão “o que está escrito na camisola…?”. A resposta conta um episódio antigo, ou uma preocupação, ou um pensamento, algo que diz muito mais para além do que está escrito. Parece-me que quem usa camisolas com palavras ou frases impressas tem a necessidade, mesmo que inconsciente, de se expressar verbalmente também, como se estivesse à espera que alguém lhe pergunte “o que está escrito na camisola…?”. Eu pergunto quase sempre, não me consigo conter e as respostas são sempre longas, muito mais longas do que aquilo que está impresso na camisola, e eu tenho tempo para ouvir a mensagem para além da mensagem, afinal foi a minha curiosidade que quis saber. 

sexta-feira, maio 12

Facto curioso

Já só faltam três semanas para o lançamento do meu terceiro livro. Já recebi mensagens públicas e privadas de leitores a manifestarem a sua curiosidade pelo novo livro. Cada mensagem destas é lida por mim com grande admiração e um agradecimento profundo. Estes leitores não têm a obrigação de se manifestarem desta forma apesar de gostarem do que escrevo, e, no entanto, fazem-no. Vejo isto como uma grande bondade para comigo. Escrevo aquilo que quero e como quero, mas faço-o para os outros, senão não publicaria o que escrevo. Por vezes, sinto-me mais acarinhada e respeitada por estes estranhos – que na verdade deixam de o ser a partir do momento em que me escrevem ou falam comigo – do que por algumas (poucas, felizmente) pessoas que me são próximas. Os meus livros têm muito da minha visão sobre a vida e é neles que me encontro verdadeiramente. Na minha vida fora de linhas, nem sempre verbalizo o que penso ou o que sinto por dois motivos: ou porque vejo desinteresse alheio pelo que sinto ou pelo que penso como se falasse sozinha ficando as frases penduradas no ar, ou porque quando partilho isto não encontro uma compreensão profunda por quem me ouve o que me causa frustração. Por isso, encontro em quem me lê pessoas com os mesmos interesses que eu, talvez mais semelhantes e próximas de mim do que algumas que me são geograficamente próximas. Não vejo isto com tristeza, mas como um facto curioso. A vida é extremamente curiosa. 

sexta-feira, maio 5

Inocência adulta

A inocência é sinónimo de maturidade, não a inocência pueril, mas a escolha pela inocência quando se tem consciência de que se pode fazer outras escolhas. A escolha pela pureza quando se conhece o oposto a esta é sinal de maturidade enquanto seres humanos. A opção de vermos a vida, de vermos os outros, sem a vista toldada por qualquer tipo de preconceito; a vontade de querermos saber mais sobre tudo sem a petulância de acharmos que já sabemos tudo; e aceitarmos a nossa existência e a dos outros com serenidade.
Viver com maturidade, com esta inocência adulta, entrega-nos a leveza da nossa própria existência, oferece-nos anos de vida em qualidade. A sensibilidade para a maturidade começa cá dentro, nuns é mais inata do que noutros, mas é treinável, e, depois, parece que como recompensa nos é entregue tudo aquilo que é puro. A sensibilidade supérflua que nos conduz à irritabilidade é substituída pela sensibilidade profunda que nos permite viver com amenidade. 

sexta-feira, fevereiro 17

As recordações que tenho de São Paulo são tantas e tão boas que... Brevemente conto novidades. Até lá publicarei aqui (https://www.facebook.com/anagilcampos) fotografias durante o tempo em que estive a viver no Brasil, de 2013 a 2015.


sábado, janeiro 21

Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa


Texto escrito pela Valentina Silva Ferreira sobre o romance "Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa". Para quem ainda não teve a oportunidade de ler o romance, este texto é uma excelente apresentação.

sexta-feira, janeiro 6

Conferência sobre a paz

No próximo sábado, dia 7, às 17h, irá decorrer na Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho - Maia, uma Conferência sobre a Paz, organizada pela UNESCO. Estarei presente e irei ler uma passagem do meu último romance, «Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa». Compareçam. A paz é um assunto do interesse de todos.