segunda-feira, agosto 7

Momentos

Descrição do momento perfeito: estar com as pessoas de quem mais se gosta e apreciar as coisas boas da vida no exato momento em que acontecem sem pensar que o tempo existe e no que se poderia estar a fazer com ele. Assim foram as minhas duas últimas semanas. Se pudesse voltava atrás e acontecia tudo de novo e tudo de novo e tudo de novo como se estivesse em modo de repetição. Talvez saber viver seja isto, amarmos e deixarmo-nos amar por pessoas descomplicadas e de bem com a vida, apreciarmos a simplicidade de tudo no exato momento em que acontece e permitirmo-nos ser tolerantes connosco próprios e com os outros. 

quarta-feira, julho 19

Hibernação forçada

Julho e Agosto são meses de absoluto aborrecimento para mim. O país não para mas também não se mexe. É uma letargia ligeiramente enervante que convida à hibernação forçada, mas no verão. Aliás, em dias como o de hoje se vê que até o verão se cansa de si próprio, preferindo adormecer atrás das nuvens. Espero por Setembro.

sexta-feira, julho 14

Finalmente ganhei coragem

Finalmente ganhei coragem para arrumar e organizar a minha roupa. Finalmente que já não preciso de usar a minha roupa de grávida no pós-parto. Neste momento, estou naquela altura em que a minha roupa normal já me serve, mas ainda não me fica bem. Mas já me serve, o que é bom, fez-me ganhar esperança de que talvez tudo volte a ser como antes.
A verdade é que nunca gostei de arrumar a minha roupa. Por mim existiam apenas a Primavera e o Outono, eliminando a necessidade de fazer a transição entre a roupa de Inverno e a de Verão que faz com que fique com as caixas de roupa pousadas no chão pelo menos um mês, sem exagero, até arranjar coragem para arrumar tudo.
Nunca fui daquelas mulheres que se perdem numa loja de roupa ou numa sapataria. Compro por necessidade e como sou esquisita é difícil comprar o que quer que seja. Nas livrarias é diferente, sinto aquele palpitar com vontade de engolir todas as palavras. Este foi um problema na altura de fazer as malas de regresso a Portugal do Brasil. Ainda comprei três livros quase nos últimos dias de regresso à revelia dos conselhos do João devido ao peso limite das malas. Aliás, fui parada na alfândega quando cheguei ao Porto e quando viram uma mala de vinte quilos apenas com livros, mais dez na mala que levava comigo, assustaram-se. Depois expliquei tudo e perceberam que não era uma contrabandista de livros, apenas tinha descoberto e me apaixonado por uma romancista e alguns poetas brasileiros. Não cheguei a comprar dois livros, devido a esta preocupação com o peso limite das malas, que ainda não me saíram da cabeça e que já tentei encontrar em Portugal mas sem sucesso. Penso sempre que quando lá voltar os tentarei encontrar novamente. 

quarta-feira, julho 12

Reflexões amorosas

Tenho escrito textos sobre a paixão, o amor, as relações amorosas depois de ter escrito o livro “As Impertinências do Cupido” que fala exatamente sobre isto. Estes textos que tenho escrito, e com os quais decidi fazer alguns vídeos, são completamente pragmáticos e racionais. Tenho achado graça a algumas conclusões a que tenho chegado, que são as mesmas que se encontram n´As Impertinências do Cupido, mas que no livro são apresentadas em diálogos, acontecimentos e reações das personagens, sempre num registo divertido e muito próximo da nossa realidade, ou da realidade, sempre  mais visceral, fatídica e romântica. São reflexões que provocam um certo distanciamento importante para percebermos a vida, os outros e o amor.  

segunda-feira, julho 10

Pela noite

Volto a escrever à noite. Desde hoje que volto a fazê-lo. Durante o dia é praticamente impossível escrever, pelo menos por enquanto. Assim, a noite passa a ser apenas minha depois do jantar. Eu, as letras e o meu escritório pela noite dentro.  Lembro-me de escrever assim, até às três ou quatro horas da manhã. Foi assim que escrevi o meu primeiro romance, o único que escrevi e que nunca foi publicado. Por mim nunca o será. Não que tenha algo que considere impróprio de ser publicado, até porque não há impróprios na literatura. Mas, tenho feito uma descoberta sozinha de quem sou como autora o que torna esta descoberta mais lenta, mais envergonhada, mais receosa. Sei que ainda não me descobri na totalidade, tenho dado passos cautelosos até que chegue o dia em que afirmarei com certeza e segurança o meu verdadeiro estilo. Esta ansiedade faz com que adiei este momento o mais que posso por sentir que talvez isto seja o mais importante de tudo.

domingo, julho 9

Desconstrução de comportamentos

Criei o meu blog em 2009, isto é, há oito anos. Numas alturas mais ativo, noutras menos, mas foi sempre o reflexo daquilo que penso, daquilo que sinto, numa espécie de diário mais ou menos íntimo. Escrevia diariamente, inclusive aos fins de semana, sempre que me apetecia e achava que tinha alguma coisa minimamente interessante sobre o que escrever. No início da minha gravidez resolvi escrever apenas às sextas-feiras. Sofri bastante de enjoos e de vómitos até ao oitavo mês da minha gravidez, por isso, a vontade para escrever não era muita. A minha médica prescreveu-me a medicação mais usual para esta situação, mas dos três comprimidos diários que me prescreveu, resolvi tomar apenas um diariamente. Não me retirava os sintomas na totalidade, mas aliviava-me a indisposição. Depois do meu bebé nascer, a pouca vontade para escrever foi substituída pela falta de tempo para o fazer. Agora, com algumas rotinas já estabelecidas, ontem senti uma vontade enorme de voltar a escrever aqui sempre que me apetece. E como me apetece tanto agora! Por isso, não será apenas às sextas-feiras que encontrarão aqui um texto meu.

Mas esta minha vontade surgiu em forma de lamento, mais de revolta talvez. Agora que me conheço cada vez melhor, e que já me desiludi a mim própria algumas vezes por me ter visto de forma tão ingénua em diversas situações – e ainda hoje isto me acontece, muito! –, vejo as situações e os outros com um maior distanciamento sem me afastar de quem quer que seja, com tolerância q.b. – o que não é mau visto ter a noção de não ter nascido com esta característica muito desenvolvida -, e com mais compreensão, uma compreensão que será mais a curiosidade para tentar entender por que as pessoas se comportam de determinada maneira. Confesso que esta análise me tem sido muito útil nos livros que tenho escrito, e nos que se seguirão também, com certeza. Mas isto tudo que parece tanto para mim - distanciamento, tolerância e compreensão -, não faz com que deixe de sentir tristeza, frustração e indignação quando vejo comportamentos arrogantes, mesquinhos ou snobes. – Parece que os adjetivos neste texto andam agrupados em três. - A minha simplicidade nata leva-me a desconstruir os comportamentos no outro e quase sempre consigo chegar à sua explicação, e isto leva-me a ver que o ser humano é, por vezes, muito pobre de espírito, de bondade, de curiosidade pela vida e pelos outros. O que nos vale é que isto da mesquinhez, da arrogância e do snobismo fazem parte de uma minoria que não está toda incluída no mesmo estrato social, profissão, género, idade ou nacionalidade. Não há caixas onde se enfiam as pessoas por características, não me canso de dizê-lo embora mentes quadradas não o queiram compreender. Enfim, a arrogância, a mesquinhez e o snobismo fazem parte de poucos, felizmente, o que significa que não há motivo para grandes receios, julgo que a humanidade não está perdida. 

sexta-feira, julho 7

Momento da paixão

Há pessoas que se apaixonam facilmente, outras com muita dificuldade. Será que isso tem que ver com o motivo que leva à paixão?
Quando se está apaixonado, os defeitos do outro, que são relativos a cada um, transformam-se num tabu para o apaixonado, porque ao mesmo tempo que os vê, esconde-os de si próprio. Se por um lado os defeitos detetados passam a ser tabu, as suas virtudes passam a ter uma dimensão exagerada. E é aqui, nas qualidades, que o apaixonado escolhe focar a sua atenção. Mas isto acontece porque antes da paixão há uma idealização da pessoa por quem nos vamos ou estamos a apaixonar. Se a idealização começa antes de nos apaixonarmos por alguém, não será assim a idealização o motor da paixão?
São fatores externos de determinado momento da nossa vida que fazem com que a idealização pela outra pessoa aconteça. Apaixonamo-nos por alguém num determinado momento da nossa vida em circunstâncias muito específicas dessa altura. Será que no passado ou no futuro da nossa vida, em que as circunstâncias eram ou seriam outras, nós próprios erámos ou seríamos eventualmente diferentes, a paixão por essa pessoa aconteceria?
A idealização prossegue após o início da relação com o ser por quem se está apaixonado. Rapidamente queremos saber tudo sobre a outra pessoa, conhecer a sua família, fazer parte das suas rotinas. Rapidamente queremos estar presente na sua vida todos os dias, ter a perfeição do outro na nossa própria vida. Há, ao mesmo tempo, um interesse e um fascínio pela vida da outra pessoa. Sentimos que ao fazermos parte da vida de alguém tão especial, e que nos faz sentir especial, iremos alcançar em nós próprios, e na nossa própria vida consequentemente, a perfeição. Esta pessoa que até há pouco tempo era como se não existisse, passa a ter uma existência quase vital para nós, cria-nos necessidades que não existiam. Rapidamente se constata que se ama aquela pessoa como nunca se amou mais nenhuma. Rapidamente. A paixão é rápida a tirar conclusões importantes.
Apesar de idealizarmos o outro, torna-se assustador quando nos apercebemos que o outro também nos idealiza. Apesar da idealização que o outro cria relativamente a nós nos fazer sentir especial, também nos cria um certo pânico por sabermos que quando essa idealização acabar, a outra pessoa irá descobrir que somos tão humanos como outra pessoa qualquer com tudo o que isso implica.
Mas a idealização por alguém antes de nos apaixonarmos por ela é natural, visto que só nos apaixonarmos por quem não conhecemos. Quando algumas pessoas afirmam terem-se apaixonado por um amigo que conhecem há muito tempo, não estarão a confundir amor com paixão? A amizade ou a paixão podem transformar-se em amor, mas a paixão aparece pelo desconhecido, do desconhecimento pelo outro que nos leva a fantasiar como seria estar com aquela pessoa, como seria tudo e como seríamos se aquela pessoa fizesse parte da nossa vida, preenchendo aquele vazio que sabemos que nos irá realizar e dar um sentido específico à nossa vida, como se tudo se conjugasse finalmente. Essa pessoa vem entregar-nos aquilo de que precisamos, ou achamos que precisamos, nesse determinado momento da nossa vida. Este vazio será diferente em diferentes fases da nossa vida, por isso, a paixão por determinada pessoa provavelmente só aconteceria nesse momento específico da nossa vida. 

sábado, julho 1

Conversas impertinentes

Ontem iniciei as “Conversas Impertinentes” onde irei falar sobre variados assuntos acerca das relações amorosas, a propósito do meu último livro, “As Impertinências do Cupido”. Ainda não sei quantos vídeos serão ao todo. À medida que os for fazendo, vou publicando. Espero que gostem. Aqui fica o primeiro:

sexta-feira, junho 2

As Impertinências do Cupido

Nesta sexta-feira deixo a sugestão de leitura do meu novo livro, As Impertinências do Cupido. Podem assistir à apresentação em direto aqui: https://www.facebook.com/pg/anagilcampos/videos/?ref=page_internal
           
Aqui fica a sinopse do livro:
No Itaim Bibi, um bairro nobre de São Paulo, tudo parece sereno, entregue às rotinas diárias. Sob esta aparência tranquila, porém, as vidas íntimas dos seus moradores são atravessadas por inúmeras aventuras.
Ao longo deste livro, somos convidados a espreitar à  janela de cada personagem, partilhando os seus segredos e confidências, sorrindo com as suas conquistas e suspirando com as suas frustrações.
Num registo divertido, Ana Gil Campos traça um retrato plausível e cru do que são as relações amorosas nos dias de hoje, bem mais complexas e problemáticas do que um olhar menos atento consegue captar.

O livro As Impertinências do Cupido pode ser adquirido na Wook, na Bertrand.pt ou encomendado ao balcão de qualquer livraria Bertrand do país.




Nota: os textos das sextas-feiras regressam no dia 30 de Junho. 

quarta-feira, maio 31

Lançamento hoje

Hoje, às 21h30, será o lançamento do livro “As Impertinências do Cupido”, em direto na minha página do facebook, aqui: https://www.facebook.com/anagilcampos/

sexta-feira, maio 26

Inevitabilidade do amor

Inevitavelmente todos acreditamos na mesma coisa, conscientemente ou não, desde tenra idade, que há alguém no mundo que nos está destinado. Quando conhecemos alguém que preenche os nossos requisitos de completude, esta certeza ainda se torna maior, e a hipótese de este encontro ter sido mero acaso é o mais perfeito absurdo. O mais engraçado é que podemos sentir isto mais do que uma vez na vida e a relação mais presente é sempre a mais real, a mais verdadeira, e tudo o que ficou para trás foram equívocos, confusões do nosso coração, ou da nossa mente. Quando se deixa de gostar de alguém, essa pessoa deixa de ter, aos nossos olhos, interesses em comum e não nos consegue compreender. Depois, aparece uma pessoa que, sem qualquer dúvida, tem tudo a ver com a pessoa que somos e a história recomeça.
Quando estamos apaixonados, não há acasos nem coincidências, há apenas o destino. Todos os pormenores indicam que alguém no céu conspirou em nosso favor, acreditamos que mesmo antes de nascermos essa pessoa já nos estava destinada e que uma das nossas missões na vida é encontrá-la. Não colocamos a hipótese de as coincidências, que passam a ser provas de que o destino está a acontecer, poderiam não ter acontecido por qualquer fator, e, assim, o encontro com essa pessoa nunca teria acontecido e isso seria igualmente viável e natural.  
No entanto, tentarmos ser racionais numa relação amorosa talvez não faça muito sentido. Talvez acabe com o sentimento e não permita que este se desenvolva. Será que devemos racionalizar uma relação amorosa? Porquê e para quê? Mas mesmo que tentemos pensar com racionalidade os acontecimento quando estamos apaixonados por alguém, os factos, neste caso, só vêm reforçar a força do destino. A força da paixão é superior à da racionalidade e esta passa a existir em função da primeira. É o destino.
Acreditamos no destino talvez porque não queremos assumir que as coisas acontecem não por acaso, mas porque agimos nesse sentido, ou fomos passivos perante os acontecimentos – outra força de agir. Acreditamos no destino talvez pelo medo de não conhecermos alguém especial que goste de nós também. Acreditamos no destino talvez pelo comodismo de não fazermos nada para conquistarmos ou mantermos uma pessoa querida na nossa vida. Acreditamos no destino talvez por simplesmente termos uma alma romântica. Acreditarmos no destino dá muito jeito, tanto para as coisas boas como para as menos boas.
O acaso tem o significado que lhe quisermos dar, sendo que acreditarmos que o acaso é o destino é um deles. Será que a existência de um grande amor na nossa vida depende enormemente daquilo em que acreditamos? Talvez seja esta crença que protege e fortalece o amor no início de uma relação amorosa. As coisas existem conforme acreditamos nelas e, se duas pessoas na mesma relação acreditam exatamente no mesmo, esse mesmo existe e acontece.
Ao acreditarmos que estamos a viver um amor especial, o amor da nossa vida, deixa de fazer sentido a hipótese de nos termos apaixonado por outra pessoa qualquer em vez desta. Ao afastarmos esta possibilidade, estamos mais uma vez a protegermos essa relação.  
Outra questão: será que é inevitável amar determinada pessoa ou amar? Se tudo correr bem, iremos amar pelo menos uma vez na vida ou uma vez durante a vida toda, isto é, o que é realmente inevitável é amarmos, independentemente da pessoa. Mas acreditarmos que seria inevitável na nossa vida encontramos a pessoa que amamos, que se não tivesse sido naquela ocasião teria sido noutra, significa que ainda estamos apaixonados por ela. Quando o encantamento pela pessoa amada deixa de existir, automaticamente este tipo de raciocínio deixa de fazer sentido e concluímos imediatamente que estávamos iludidos. A nossa crença passa a ser outra.
Há muita racionalidade numa relação amorosa porque escolhemos aquilo em que queremos acreditar e todos os argumentos são lógicos e racionais para alguém apaixonado, mesmo que não passem de meros acasos. Concluindo, não interessam os argumentos racionais que se tentam encontrar para confirmar um sentimento, o importante é amar muito o outro com tudo aquilo que temos para dar. Se é obra do destino ou não, nada importa, porque se o destino existe, tudo aquilo que acontece na nossa vida é obra do destino, retirando assim qualquer protagonismo a um acontecimento específico na nossa vida como obra do destino.

domingo, maio 21

Camisolas

Camisolas com palavras ou frases impressas deixam-me inquieta. Mais irrequieta do que inquieta. Preciso de saber o que está escrito de uma ponta à outra, o que pode causar alguma estranheza para quem está a falar comigo, porque em vez de olhar a outra pessoa nos olhos não tiro a atenção da camisola. É uma curiosidade que não consigo conter e, para que não haja mal entendidos, antes que a conversa continue, normalmente vou diretamente à questão “o que está escrito na camisola…?”. A resposta conta um episódio antigo, ou uma preocupação, ou um pensamento, algo que diz muito mais para além do que está escrito. Parece-me que quem usa camisolas com palavras ou frases impressas tem a necessidade, mesmo que inconsciente, de se expressar verbalmente também, como se estivesse à espera que alguém lhe pergunte “o que está escrito na camisola…?”. Eu pergunto quase sempre, não me consigo conter e as respostas são sempre longas, muito mais longas do que aquilo que está impresso na camisola, e eu tenho tempo para ouvir a mensagem para além da mensagem, afinal foi a minha curiosidade que quis saber. 

sexta-feira, maio 12

Facto curioso

Já só faltam três semanas para o lançamento do meu terceiro livro. Já recebi mensagens públicas e privadas de leitores a manifestarem a sua curiosidade pelo novo livro. Cada mensagem destas é lida por mim com grande admiração e um agradecimento profundo. Estes leitores não têm a obrigação de se manifestarem desta forma apesar de gostarem do que escrevo, e, no entanto, fazem-no. Vejo isto como uma grande bondade para comigo. Escrevo aquilo que quero e como quero, mas faço-o para os outros, senão não publicaria o que escrevo. Por vezes, sinto-me mais acarinhada e respeitada por estes estranhos – que na verdade deixam de o ser a partir do momento em que me escrevem ou falam comigo – do que por algumas (poucas, felizmente) pessoas que me são próximas. Os meus livros têm muito da minha visão sobre a vida e é neles que me encontro verdadeiramente. Na minha vida fora de linhas, nem sempre verbalizo o que penso ou o que sinto por dois motivos: ou porque vejo desinteresse alheio pelo que sinto ou pelo que penso como se falasse sozinha ficando as frases penduradas no ar, ou porque quando partilho isto não encontro uma compreensão profunda por quem me ouve o que me causa frustração. Por isso, encontro em quem me lê pessoas com os mesmos interesses que eu, talvez mais semelhantes e próximas de mim do que algumas que me são geograficamente próximas. Não vejo isto com tristeza, mas como um facto curioso. A vida é extremamente curiosa. 

sexta-feira, maio 5

Inocência adulta

A inocência é sinónimo de maturidade, não a inocência pueril, mas a escolha pela inocência quando se tem consciência de que se pode fazer outras escolhas. A escolha pela pureza quando se conhece o oposto a esta é sinal de maturidade enquanto seres humanos. A opção de vermos a vida, de vermos os outros, sem a vista toldada por qualquer tipo de preconceito; a vontade de querermos saber mais sobre tudo sem a petulância de acharmos que já sabemos tudo; e aceitarmos a nossa existência e a dos outros com serenidade.
Viver com maturidade, com esta inocência adulta, entrega-nos a leveza da nossa própria existência, oferece-nos anos de vida em qualidade. A sensibilidade para a maturidade começa cá dentro, nuns é mais inata do que noutros, mas é treinável, e, depois, parece que como recompensa nos é entregue tudo aquilo que é puro. A sensibilidade supérflua que nos conduz à irritabilidade é substituída pela sensibilidade profunda que nos permite viver com amenidade. 

sexta-feira, fevereiro 17

As recordações que tenho de São Paulo são tantas e tão boas que... Brevemente conto novidades. Até lá publicarei aqui (https://www.facebook.com/anagilcampos) fotografias durante o tempo em que estive a viver no Brasil, de 2013 a 2015.


sábado, janeiro 21

Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa


Texto escrito pela Valentina Silva Ferreira sobre o romance "Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa". Para quem ainda não teve a oportunidade de ler o romance, este texto é uma excelente apresentação.

sexta-feira, janeiro 6

Conferência sobre a paz

No próximo sábado, dia 7, às 17h, irá decorrer na Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho - Maia, uma Conferência sobre a Paz, organizada pela UNESCO. Estarei presente e irei ler uma passagem do meu último romance, «Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa». Compareçam. A paz é um assunto do interesse de todos.